📖Contexto histórico da economia informal
Falar da economia informal em Angola é, inevitavelmente, revisitar parte significativa da história económica e social do país. O mercado informal ganhou expressão no final da década de 1980, na sequência das reformas económicas e políticas que marcaram a transição de uma economia centralizada para uma economia de mercado.
🏛️O papel da AGT na formalização
Neste contexto, a Administração Geral Tributária (AGT) assume um papel determinante na promoção da formalização da economia e no fortalecimento da cidadania fiscal. Enquanto instituição responsável pela execução da política tributária do Estado, pela administração de impostos, direitos aduaneiros e demais tributos legalmente estabelecidos, a AGT posiciona-se como agente central no processo de modernização do sistema fiscal angolano.
A realidade da economia informal demonstra que os desafios da formalização transcendem a mera fiscalização ou aplicação de sanções. São necessárias abordagens integradas que combinem educação fiscal, simplificação de procedimentos e incentivos à formalização.
Jonas Kussumua — Técnico do 2.º Serviço Regional Tributário⚠️Principais desafios identificados
Muitos operadores informais desconhecem as obrigações fiscais e os benefícios da formalização, tornando a educação fiscal uma prioridade.
Procedimentos administrativos complexos dificultam a transição para a formalidade, especialmente para micro e pequenos negócios.
Os custos associados ao registo e cumprimento das obrigações fiscais representam um obstáculo significativo para operadores de menor dimensão.
A limitada cobertura digital em algumas zonas do País dificulta o acesso às plataformas electrónicas da AGT e do Portal do Contribuinte.
Os desafios da formalização transcendem a mera fiscalização ou aplicação de sanções. São necessárias abordagens integradas que combinem educação fiscal, simplificação de procedimentos e incentivos à formalização, para que a modernização tributária produza os seus efeitos na totalidade da economia angolana.